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Um Património Vivo

A Sé de Faro não é apenas um monumento histórico: é um espaço vivo de culto e cultura, sede do Bispo do Algarve e centro da vida religiosa diocesana. A sua torre oferece uma das melhores vistas sobre a cidade velha e a ria Formosa, unindo história, arte e espiritualidade num lugar único no Algarve.

As Capelas

A Sé de Faro alberga um extraordinário conjunto de capelas barrocas e góticas, cada uma com a sua história única e tesouros artísticos. Ao longo dos séculos XVII e XVIII, bispos e confrades enriqueceram este espaço sagrado com retábulos de talha dourada, azulejos polícromos e imaginária de rara beleza.

Das capelas góticas dos séculos XIV-XV, que preservam abóbadas de nervuras e túmulos medievais, às exuberantes capelas barrocas setecentistas, repletas de ouro e simbolismo, cada espaço revela uma faceta diferente da história religiosa e artística do Algarve.

Capela-Mor (Nossa Senhora da Assunção) – Protobarroco do séc. XVII, com a padroeira da Catedral
Capela do Santíssimo Sacramento – Único retábulo eucarístico do Algarve (1673)
Capela de São Vicente e das Relíquias – Único retábulo-relicário do Algarve
Capela de Nossa Senhora do Rosário – Testemunho da Confraria dos Negros (1685-1703)
Capela de Nossa Senhora dos Prazeres – Obra-prima da talha algarvia (séc. XVIII)
Capela do Senhor Jesus dos Pobres – Com imagem de Nossa Senhora de Fátima de José Thedim
Capela de São Brás – Impressionante arco triunfal barroco (1750)
Capela das Almas – Reflexão sobre a morte e a igualdade (1722)
Capela de Nossa Senhora da Conceição – Arquitetura gótica dos sécs. XIV-XV
Capela de São Domingos – Capela gótica com túmulo medieval de Rui Valente
Capela dos Ossos – Arte fúnebre do séc. XVII
Panteão Episcopal – Capela de São Miguel, última morada dos bispos algarvios

Museu da Sé

O Museu da Sé guarda um valioso acervo de arte sacra que atravessa os séculos, desde peças medievais a objetos litúrgicos barrocos. Localizado no interior da Catedral, este espaço museológico permite uma viagem pela história religiosa e artística do Algarve.

O Museu integra-se no bilhete único de visita à Sé, permitindo uma experiência completa de descoberta do património catedralício. Informações de Visita: [Link para página de Informações]

Os Orgão da Catedral

Órgão Grande (1715-1716)

Instrumento monumental de conceção norte-alemã, encomendado ao mestre organeiro João Henriques Hullenkampf. Destaca-se pela exuberante decoração em Chinoiserie criada pelo artista algarvio Francisco Correia da Silva.

Orgão Pequeno (1634)

O mais antigo dos dois instrumentos, datado de 1634, mantém viva uma tradição de quase quatro séculos de música sacra na Sé de Faro. Utilizado regularmente na liturgia paroquial.

Espaços Notáveis

Torre Sineira (Sécs. XIII-XV)

A robusta torre medieval é um dos elementos originais da Sé que resistiu a ataques e terramotos. Oferece um dos melhores miradouros da cidade, com vista panorâmica sobre o centro histórico de Faro e a Ria Formosa.

Claustro

Espaço conventual que alberga a Capela dos Ossos, o relógio de Sol e o Panteão Episcopal

Espaços Notáveis

Sala do Cabido

Local de reunião dos cónegos, com mobiliário dos séculos XVIII-XIX, imagem de Nossa Senhora do Rosário e tela da “Adoração dos Magos”. No teto, o brasão de armas do Cabido.

Sacristia (Séc. XVII)

Abóbada inteira sublinhada por quatro arcos de cantaria com esgrafitados, armários em pau-santo, tríptico com cenas da Paixão de Cristo e alto-relevo da Assunção de Nossa Senhora.

Batistério (Séc. XVII)

Localizado à entrada, simbolizando que o batismo é a porta da vida cristã. Apresenta pia batismal seiscentista e azulejos “ponta de diamante”, com representação do Espírito Santo em estuque na abóbada. 

Arquitetura e História

A Sé Catedral de Faro ergue-se sobre camadas de história que remontam aos primeiros séculos do cristianismo. Construída após a reconquista cristã de 1249, o templo ocupa o local de uma basílica paleocristã que, durante o período islâmico, foi convertida em mesquita.

Do edifício medieval original conservam-se a robusta torre sineira, as capelas góticas do transepto e o portal em arco quebrado. Após o saque inglês de 1596, iniciaram-se extensas obras de reconstrução que introduziram colunas dóricas e elementos renascentistas. Os séculos XVII e XVIII trouxeram a riqueza da talha dourada barroca que hoje constitui um dos conjuntos mais valiosos da época no Algarve.

A Catedral apresenta hoje três naves separadas por colunas dóricas, capela-mor com caixotões dourados, sacristia seiscentista com esgrafitados, batistério à entrada e claustro que dá acesso ao Museu da Sé. A torre sineira oferece um dos melhores miradouros da cidade, com vista sobre a zona histórica e a ria Formosa.